sábado, 9 de dezembro de 2017

Quando a gente tá bem

Eu entreguei meu último trabalho na semana passada. Já vou pra sexta fase do curso e só agora tenho conseguido equilibrar prazos e saúde mental. Foi muito fácil aceitar que alguns trabalhos iam ficar um cocô para que outros ficassem um arraso (fiz uma crítica literária de Persépolis, da Marjane Sartrapi, pra disciplina de Redação V e vou deixar o link do drive aqui!). 

Essa forma de levar a faculdade tem refletido muito na minha vida pessoal - ou é ao contrário? Há pouco menos de dois meses, eu tava mal. Não era depressão, eu só não tava bem. Cheguei em um nível insuportável. Eu me sentia com a bateria fraca e precisava de ajuda. Tive que arrancar dos meus pensamentos mais profundos algumas fraquezas que eu tentava esconder. Apresentei elas de bandeja a uma amiga. Fiz o mesmo na terapia. Encarei de frente tudo o que me deixava naquele estado e me permiti lidar com aquilo. 

Fiquei orgulhosa demais por ter conseguido me reestruturar. Eu me abraço todos os dias e me sinto aliviada por ver que a maior parte do que me deixou desequilibrada não eram coisas tão abstratas assim. Eu fingia que era abstrato pra soar mais poético. No fundo, era bem concreto. Tão concreto que não cabia em mim.

Por conta de toda essa renovação energética - ela é xamânica ela -, tenho me perdoado muito mais do que antes, me criticado menos. Aceitado que às vezes eu só quero um miojinho e um the sims e que meu bullet journal não precisa ficar sabendo disso - e que tá tudo bem! 

Essa sensação boa tem refletido na forma como me comunico aqui nas internets. Quem me segue no instagram talvez tenha percebido que as últimas fotografias estão mais coloridas. Não sei se isso significa algo pra vocês, mas pra mim tem um símbolo muito forte. Algumas pessoas até vieram me dizer que minhas fota transmitem paz e isso me fez um bem danado! Também tenho pensado mais na iluminação dos vídeos lá no canal. Resolvi aproveitar a luz do dia ao invés de me esconder na sombra do meu quarto - gente, eu tô bem poética hein. 


Conteúdo audiovisual me inspira muito. Eu amo ver filmes, séries, fotografias, descobrir playlists legais no spotify, viajar no pinterest, instagram, enfim, fico toda animada com essas coisas. Resolvi compartilhar aqui alguns instas/blogs/vídeos que tem me inspirado e, consequentemente, me ajudado a reencontrar meu equilíbrio.

- Isa, do blog E agora, Isadora? e do instagram @is_adorable. Eu adoro ela, as prantinha dela, os gato, os stories. Agradecimento especial pelo comentário que ela deixou no meu post "Para mulheres que bebem, dançam e depois ficam mal".

- Sté, do canal Stephanie Noelle e do instagram @chez_noelle, por toda a vibe amor próprio que ela tem espalhado nos últimos vídeos.

- Nátaly, do canal Afros e Afins e do instagram @natalynery. Especialmente por ter gravado esse vídeo.

- Gabi, do blog Gabi Barbosa e do instagram @gbbrbs. Ela me transmite uma força muito inexplicável e vive compartilhando ilustrações lindas no facebook (sem contar as newsletters que ela envia e eu amo).

- Isa, do canal Na Nossa Vida e instagram @ribeiro_isadora. Pela paz imensa que eu sinto toda vez que vejo os vídeos e fotos dela.

Manie
estudante de jornalismo, escritora por amor e professora nas horas vagas. 23 anos, moro em Floripa com meu companheiro e tomo muito café. amo cheiro de livro velho e sou gamada numa biblioteca. adoro vinho barato, noites frias. sou rolezera, mas também gosto de ficar em casa de buenas fazendo sopa.

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