sábado, 11 de abril de 2020

favoritos #2

ou uma curadoria de coisas leves (outras nem tanto) para a quarentena.

no meio de tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, resolvi separar coisas que  me foram entretenimento nos momentos livres que tive nessa quarentena. algumas são pra desligar da realidade, outras para aprender um pouco melhor sobre ela (de forma crítica e responsável).

antes, fica o velho aviso, o qual podemos fixar como o mandamento oficial deste blog: apreciem com moderação. leiam só se quiserem. assistam só se quiserem. não se afobem: vão devagar. informação demais deixa a gente exausto.


eis uma pequena curadoria que fiz com base no selo manie awards de garantia:

EPISÓDIOS DE PODCASTS_

quão fake é a nossa vida? // é nóia minha?
nesse ep, a camila fremder divaga sobre até que ponto o que postamos nas redes sociais é genuinamente verdadeiro. para isso, ela conta com áudios dos ouvintches, que somam na reflexão com nóias muito reais. não é um episódio pra ficar se sentindo mal por ter conta no instagram ou sei lá o quê. é só pra dar risadas e pensar um pouquinho, de forma descontraída.

pandemia e mercado editorial e gritaria // r.izze.nhas
aqui, a taize fala sobre como as consequências da pandemia estão refletindo no mercado editorial. fiquei em dúvida se colocava esse ep ou o que ela zoa os rico da flip, mas como nem todo mundo teve a oportunidade de ir a essa festa literária, resolvi deixar um episódio que vai ser mais fácil de mais gente se identificar e querer ouvir.

a negação é importantíssima ao bem-estar // respondendo em voz alta
a laurinha é um dos motivos que me inspiram a pagar a conta da net todo mês. eu amo o conteúdo dela e é uma pena que esse seja o último episódio desse podcast que, em pouco tempo, se tornou um dos meus favoritos. mas ó, não é só porque acabou que você vai perder o interesse em ver os episódios publicados, fasfavor. nesse, ela fala da situação atual, zoa o bolsonaro, dentre outras coisas mega interessantes.

ser segura é suficiente? // meio-fio
pra quem não conhece, esse é um podcast feito por quatro amigas (não minhas). esse episódio me marcou muito e me fez reforçar em mim mesma o quanto ser uma mulher forte não é o oposto de expressar sentimentos.

VÍDEOS NO YOUTUBE_

os perrengues dos famosos na quarentena // diva depressão
quando eu vejo um vídeo desses dois, é como se eu tivesse no sofá da casa deles, conversando pessoalmente e rindo até a barriga doer. esse vídeo me causou isso, depois de um dia triste e desesperançoso.

livros clássicos que viraram filmes inesquecíveis // antofágica
o trabalho dessa editora é impecável, tanto na produção dos livros, como no conteúdo que eles criam para o youtube. nesse vídeo, como o título diz, a livia piccolo fala sobre livros que viraram bons filmes.

coronavirus, apocalipse zumbi e colonialismo // ora, thiago
o canal do thiago é uma obra de arte que te faz aprender um monte de coisa a partir de relações quase sempre impensáveis. nesse vídeo, ele mostra como a situação que a gente tá vivendo hoje revela problemas que existem há muito mais tempo. palavras-chave: coronavirus, cinema, bolsonaro, capitalismo, exploração do trabalhador, racismo.

o pessimismo é inevitável // tese onze
nesse vídeo, a sabrina fernandes botou em palavras algo que venho pensando há tempos: a diferença entre ser pessimista e ser fatalista. a escolha pelo formato descontraído do "maquia de fala" mostra que dá pra se maquiar e discutir sobre socialismo ao mesmo tempo (pasmem!).

desabafo: individualidade e modernidade líquida // palma vegan
um vídeo para dar aquele quentinho no coração e fazer a gente lembrar que a vida vai muito além do que a gente vê no instagram.

FILMES_

o estagiário
sobre um homem de 70 anos aposentado que resolve ser estagiário. não gostei tanto, porque achei que o desenvolvimento do protagonista foi mal sucedido e o resumiu a um dumbledore de uma workaholic. mas é um filmim bom pra ver e relaxar.

é o fim
comédia bem sem noção em que atores famosos descobrem que tá rolando um apocalipse.

café society
filme do woody allen com cara de filme do woody allen. gostei porque tem o steve carell e achei o desenrolar envolvente.

SÉRIES_

good girls
três mães de família resolvem assaltar um mercado. terminei todos os eps em menos de duas semanas. é ótimo pra se distrair um pouco, rir e ficar tenso ao mesmo tempo.

brooklyn 99
eu vejo essa série há quase dois anos e tô acompanhando os eps que tão sendo disponibilizados aos poucos. sou apaixonada.

LIVROS_

mulherzinhas (louisa may alcott)
romance do século XIX que narra a vida de quatro irmãs, desde a infância até a vida adulta. eu vinha lendo desde fevereiro e assim que terminei, corri pra ver o filme - dirigido pela maravilhosa greta gerwig. adorei os dois, livro e filme.

o fazedor de velhos (rodrigo lacerda)
daqueles que fazem a gente pensar na vida só que de um jeito leve. queria que fosse um livro maior, para me envolver ainda mais com as personagens.

insubmissas lágrimas de mulheres (conceição evaristo)
livro de contos com protagonistas mulheres negras. aqui, a conceição nos dá aula de como escrever de um jeito bonito sobre a dor.


& outras cositas más_
fiz essa receita de bolo de cenoura com laranja vegano e ficou bom demais.
se quiser ver coisas levinhas no instagram, siga o perfil sutilezas atômicas.

bônus: minha amiga cami me ensinou a fazer massa de panqueca vegana com apenas dois ingredientes: farinha de grão de bico e água. é só misturar aos poucos até ficar numa consistência cremosinha (mais para aguada do que para grossa) e por na frigideira com um tequinho de azeite.

bônus 2: reflexão em áudio, com minha voz de menininho de doze anos diretamente para vocês, sobre produtividade na quarentena:


temos que parar de ver na ação do outro uma ausência nossa. e, talvez, enxergar isso como formas diferentes de conduzir as vidas, especialmente na quarentena. tirar o que nos for bom da vivência do outro e não enxergar nessa diferença uma falta em nós.

conteúdo para complementar a discussão feita no áudio:

"é importante a gente organizar os pensamentos pra não se encaixar na vida do outro." (camila fremder, no episódio do podcast "é nóia minha?" que eu sugeri lá em cima.)

esta arte + texto da mariana matija.

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