sobre mim
um dia minha mãe decidiu que meu nome ia ser mariany, com y - o que faz com que isso soe como um sobrenome: “qual seu nome?” “mariany com y”. acontece que, quando eu era pequena, antes de aprender a pronunciá-lo, me dei de presente um apelido (manie) e quase todo mundo passou a me chamar por ele.

na minha caderneta de vida, somo vinte e cinco voltas completas no sol. amo escrever e sinto que poderia passar tardes e tardes vendo tv com meu vô, ouvindo ele falar sobre as coisas legais que viveu. inclusive, passei várias noites da infância/adolescência na casa dos meus avós. na hora de dormir, era com a minha vó que eu dividia a cama. ela amava contar os causos dela pra mim porque sabia que eu ouvia de verdade.

gosto de criar narrativas sobre as coisas que eu vivo. tem um trecho - de um livro incrível - que diz que a gente suporta a existência tentando converter o banal em épico. não posso negar de todo essa frase, já que adoro ouvir músicas profundas no ônibus com a cabeça encostada na janela como se eu estivesse num filme emo em preto e branco. porém, sigo apaixonada pelas coisas que estão para além de toda essa narrativa. sabe aquela sensação genuína que a gente nutre pelos momentos da vida - pessoas, lugares, comidas, cheiros, abraços - que palavra alguma vai ser capaz de explicar? disso a clarice lispector e o manoel de barros falaram melhor do que eu.

gosto muito de dançar e beber e rir alto, mas tem dia que tomar sopa vendo os meninos do diva depressão me basta. pelo menos uma vez na semana eu me levo pra dar rolê em alguma cafeteria perto do trabalho. quando tô com dinheiro, peço doces, capuccino cheio das coisas e sanduíches diferentões; quando não, “um espresso pequeno e puro, por favor” tá de bom tamanho.

amo sentir o sono chegar e pesar nos olhos enquanto leio, deitada. acho chique pessoas de roupa social que saem para almoçar no centro da cidade e voltam segurando copinho de café, as mangas da camisa dobradas. fico angustiada quando não consigo me conectar com o presente e meu cérebro parece estar muito além do momento. sou apaixonada pela liberdade.

algumas informações soltas que talvez sejam interessantes: sou vegetariana; não tenho uma religião específica mas acredito que nosso cérebro não dá conta de compreender o universo em sua totalidade; meu filme favorito é frances ha; meu livro preferido talvez seja cem anos de solidão (gabo), mas também amo nada a dizer (elvira vigna) e eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (marçal aquino); a comida que eu mais gosto é a torta de morango que minha vó fazia - na verdade, tudo o que ela cozinhava; me encanta muito descobrir novas formas de produzir menos lixo; amo estudar. e gosto também de acordar disposta antes do despertador. mas acho que todo mundo gosta disso. bom, deixa aí.


sobre o blog
quando te chamam pra tomar café, quase nunca é só para tomar café. como eu mencionei, sou apaixonada por cafeterias. meus cafés é um espaço para eu compartilhar o que eu vivo, como se fosse uma conversa.

também tenho um canal, que é pra quando eu preferir falar em vez de escrever. é tão chique que tem até teaser:

© Meus Cafés
template feito por Maira Gall
modificado por Manie